Conjunto Nacional - O coração da Avenida Paulista
![]() |
| (Foto: Divulgação/Vinícius Galan) |
Em 1951, o argentino José Tjurs, fundador do Conjunto Nacional, almejava transformar a Avenida Paulista na “Quinta Avenida” brasileira.
Este ano, um dos maiores edifícios e centros comerciais da capital paulista completa 61 anos de sua existência. O espaço multifuncional que se caracteriza pela mistura de diferentes usos em uma mesma estrutura urbana, é uma área tanto residencial e comercial, quanto voltada a prestação de serviços e lazer.
Por ano, milhões de pessoas se movimentam entre seus enormes corredores e andares. Quem vem pela primeira vez se encanta com a estrutura, é o caso do advogado Thalisson Cândido de 30 anos, natural de Salvador na Bahia: “É um espaço bonito, amplo, tem bastante lojas diferentes, tem espaço para sentar, conversar, ele oferece muitas coisas para quem visita”.
Um aspecto importante do Conjunto que mexe com o imaginário dos estudiosos e principalmente dos turistas é o seu valor histórico. A jornalista carioca Ana Paula D’Arievilo de 38 anos, está em São Paulo há um ano e meio e reflete sobre o assunto: “Eu gosto disso, sabe? Da memória, do que é o prédio, ainda que não saiba muito falar sobre, eu sei que é uma arquitetura importante da cidade que já passou por várias mudanças”.
Instaurado nas entranhas da avenida mais movimentada de São Paulo, o Conjunto Nacional está no coração da Paulista. Ana Paula reside no bairro da Vila Mariana a 3,8 quilômetros do edifício e ressalta a acessibilidade do local: “Você pode migrar para outros lugares, é um prédio de fácil acesso. Eu não mudaria o Conjunto Nacional de localização, aqui é um espaço bacana pra ele.”
Em paralelo aos visitantes de primeira viagem, tem quem frequente o Conjunto Nacional há tanto tempo, que já desistiu de precisar em números esse período. “Todo fim de semana eu passo por aqui pra ver o que acontece de novo.” A psicóloga Marly Wolk nasceu um ano após a fundação do Conjunto e conta como o vê se adaptar ao longo dos anos: “Tem tudo. Ele tem música agora. Espaço para quem faz academia. Livraria, que é um espaço delícia. Cinema e teatro. Comida. Exposição de fora. É quase uma cidade completa, meu dentista é aqui!”
![]() |
| (Foto: Divulgação/Vinícius Galan) |
Um refúgio para o esporte na metrópole que não descansa
São Paulo é a principal cidade do Brasil. Seus 12,18 milhões de habitantes vêm e vão com pressa, tendo em mente os compromissos aos quais precisam comparecer. Por consequência disso, o esporte, mesmo sendo algo essencial para uma vida saudável, acaba ficando em segundo plano. É nesse contexto que o Conjunto Nacional reserva seu terraço para a prática esportiva. Há uma academia, uma loja de roupas e artigos esportivos, e um restaurante que serve refeições exclusivamente saudáveis.
![]() |
| (Foto: Divulgação/José Augusto Ferreira) |
O espaço é muito apreciado por seus usuários que, entre outras coisas, veem pontos positivos na localização. É o caso do publicitário de 36 anos, Rodrigo Leite, que frequenta o ambiente há um ano e meio: “É bom porque é muito central. Por ser na Paulista, você chega de metrô, de ônibus. E está bem no caminho entre minha casa e meu trabalho, então é perfeito”. No entanto, a facilidade no acesso não significa que a frequência é garantida para Rodrigo que, dependendo da semana, não comparece. O tempo é um grande empecilho.
As dificuldades de conciliar todas as tarefas que morar numa metrópole como São Paulo traz, entre elas, trabalhar, estudar, se divertir e ainda treinar, sempre foram muitas, mas o segredo “é saber priorizar, separar as coisas certinho, tentar adiantar durante a semana o que é mais importante do trabalho e, à noite, vir treinar, ou no final de semana”, diz o desenvolvedor de softwares de 34 anos, Victor Possidonio, frequentador há 5 meses.
A bancária Natália Alves, de 32 anos, busca aliar uma atividade à outra. Ela costuma utilizar a academia da empresa onde trabalha, o que acaba facilitando sua rotina de treinos. Quanto ao local no Conjunto, Natália é usuária há apenas duas semanas e, com isso, junta treino e lazer: “Mesmo eu não morando aqui perto, não é nenhum esforço vir para cá, porque aí eu vou, dou uma volta, faço alguma coisa na região, que é algo que eu já costumo fazer independente de vir na academia”.
Talvez José Tjurs tenha enfim alcançado o seu objetivo.
![]() |
| (Foto: Divulgação/Vinícius Galan) |
Por Ariane Oliveira, Augusto Ferreira e Vinícius Galan




Comentários
Postar um comentário